Home Contact Sitemap

Nossa Opinião

Post Patrocinado

    Desta vez o Nossa Opinião traz um tema polêmico na Blogosfera: Post Patrocinado. Leia a opinião de cada um dos blogueiros e participe através de seus comentários.

Leia a opinião de cada um de nós abaixo!

Gustavo Gitti - Não Dois, Não Um

Post patrocinado: publicidade e consultoria para empresas virtuosas

Nossa Opinião É correto um blogueiro ser pago para dar sua opinião sobre um produto ou serviço?

As empresas de bebidas alcoólicas não cansam de reunir mulheres gostosas dentro de nossas casas. O McDonald’s e a Parmalat utilizam crianças inocentes. Novas empresas criam vídeos virais (alguns geniais, outros estúpidos). Gigantes do tabaco antes mostravam caubóis em montanhas. E nós deixamos que eles movimentem nossos desejos, reconfigurem impulsos e hábitos dentro de nós.

Uma empresa de marketing está mirando justamente em nosso corpo e mente: língua, olhos, pele, sensações, lembranças. Elas agem costurando comerciais dentro de nós. Nossos olhos se reviram e quando voltamos aos sentidos ali está: um email confirmando a compra. Dias depois nos frustramos com o produto ou serviço, ligamos para o SAC, gritamos, esperneamos ao perceber que nossos desejos ainda persistem, não satisfeitos.

No entanto, quando surge a possibilidade de transformar esse processo em algo transparente, crítico e consciente, muitos reclamam: “Post patrocinado é um absurdo!”. Se o blogueiro domina uma área, possui opiniões autênticas, sustenta um público qualificado ao seu redor, eis um ótimo espaço para uma empresa se inserir de modo virtuoso na sociedade! Se o blogueiro avisa seus leitores sobre o post patrocinado (por selo, marca, nota), se mantém seu estilo e autenticidade, qual o problema?

Um post patrocinado é publicidade com consultoria, numa tacada só. Por que não divulgar seu produto ou serviço para nichos específicos e ainda descobrir o que funciona e o que não funciona? Não seria esse um modo inédito de uma empresa conseguir credibilidade e confiança? É como se ela dissesse: “Caros consumidores, nós legitimamos sua inteligência e por isso estamos oferecendo um novo tipo de propaganda crítica. Colocamos nosso produto à prova antes mesmo que você compre ou busque análises de terceiros. Nós mesmos vamos oferecer análises porque confiamos em nosso trabalho e desejamos que você confie também”.

Sem apelar para mulheres, carros, crianças ou babaquices. Sem conduzir nossos desejos inconscientes, inflar o departamento de SAC e ainda receber nossa insatisfação ao fim. Um dos caminhos para as empresas inteligentes que desejam cultivar clientes críticos e formadores de opinião é, sem dúvidas, o post patrocinado. Ele criará consumidores que naturalmente começarão a viralizar o trabalho da empresa. Não é isso que vemos no Google, por exemplo? Afinal, o que leva grupos de pessoas (sem patrocínio algum) a criar blogs e mais blogs sobre a empresa?

Esse espaço para as novas empresas virtuosas já existe e se chama Nossa Opinião, um projeto que reúne blogueiros formadores de opinião em diversos nichos. Eu participo e espero que essa genial idéia do Ricardo Cabianca contribua para a formação de empresas que façam jus ao nosso tempo: século XXI.

Confira lá no Nossa Opinião a visão dos outros blogueiros sobre o tema “post patrocinado”.

[Link]


Lu Monte - Dia de Folga

Resenha patrocinada - fazer ou não fazer?

© Dia de Folga - http://diadefolga.com. Todos os direitos reservados.

Este artigo é parte da blogagem coletiva da rede Nossa Opinião. Para ler o que os outros membros escreveram, siga o link.

Embora o AdSense e outros programas de monetização estejam espalhados pelos blogs brasileiros há anos, ainda existe um grupo de leitores e blogueiros que acha que ganhar dinheiro com blogs é sujo, impuro e indigno. Quando o assunto é resenha patrocinada, a polêmica aumenta - basta ler os comentários no artigo Celular desbloqueado, bolso feliz, do Conrado Navarro.

Essa mentalidade de que ganhar dinheiro é feio não é de hoje. A colonização portuguesa católica associou o lucro ao pecado, o dinheiro a Mamon, o enriquecimento à alma vendida ao diabo. Veja a diferença de mentalidade na América do Norte. Lá em cima, valoriza-se o self-made man, o cara que subiu na vida por seus próprios méritos, o acúmulo de dinheiro, desde que honesto. Em terras tupiniquins, quem tem sucesso ou dinheiro quase se sente culpado por isso e tem de ouvir o discurso "num país em que tantos passam fome", yada yada yada.

Exemplo banal: quem ganha o Big Brother Brasil? Quase sempre, o mais coitadinho. É bonito ser coitadinho na terra brasilis.

Na blogosfera, há quem enalteça blogueiro "purista", "artesanal", kosher. O sujeito que escreve textos de alto nível e mantém o blog virginal, sem um bannerzinho sequer, é aplaudido. Ele é que entende o que é blogar. De outra parte, quem escreve tão bem quanto (ou melhor, ou pior, não importa) e aproveita pra ganhar uns trocos é mau, corrupto, vendido, porco capitalista.

Como leitora, não vejo nada de mais nos anúncios espalhados pelos blogs de que gosto. Dificilmente clico em algum, é verdade (a uma, porque uso feeds para os ler, quase sempre; a duas, por causa da clássica cegueira para anúncios), mas acho justo que o blogueiro se remunere pelo seu trabalho. Manter um blog tem custos. Além do tempo (que é caro e só uns poucos eleitos conseguem a merecida compensação financeira), há os custos de hospedagem, registro e bricabraques diversos.

Um blogueiro de que gosto foi pago para fazer uma resenha? Ótimo. Lerei sobre o produto sob o ponto de vista de alguém que aprecio e descobrirei mais do que me revelam os anúncios tradicionais. Estarei diante de uma opinião, não de um panfleto. Essa é a maravilha dos blogs: você não recebe apenas informação, mas opinião. Se eu quiser saber onde um filme está sendo exibido, abro um jornal; se quiser opiniões sobre o filme, procuro blogs.

O Nossa Opinião tem planos de fazer resenhas patrocinadas de vez em quando. Se o anunciante paga por uma resenha, é seu interesse que ela seja sincera, aponte os pontos forte do produto, contenha críticas e sugestões. Se o que ele deseja é elogio puro, que apresente o produto somente para sua família. Ou faça uma inserção de 30 segundos na televisão, livre de qualquer pitaco.

Se o produto for muito ruim, a coisa muda ligeiramente de figura. Não é justo que o anunciante pague para ouvir "seu produto é um lixo". Nesse caso, o melhor é entrar em contato com ele e usar de franqueza: "olha, se eu fizer uma resenha, não ressaltarei nenhuma vantagem do seu produto, porque não há nada de bom nele. Você quer a resenha mesmo assim?".

Uma única ressalva: da mesma forma que sou favorável às resenhas patrocinadas, acho o fim da picada fazê-las por debaixo dos panos. O blogueiro deve respeito aos seus leitores - sejam eles 6 ou 600.000. Quando surgir por aqui uma resenha patrocinada, você pode ter certeza de que haverá um aviso no início do texto (e, provavelmente, outro no fim, seguindo a deixa da Joaninha).

Você é anunciante? Interessado em resenha patrocinada? Entre em contato. Leia também Mar de Tranqüilidade na Porto Fácil Blogueira sai na Marie Claire Blog Retrospectiva 2007 Blog Notebooks (resenha patrocinada) [Link]


Lucia Freitas - Ladybug Brasil

Posts patrocinados

Este é mais um post para o Nossa Opinião. Nas palavras do Cabianca quando discutíamos este post:

A proposta do NO é: algumas cabeças boas pensantes dão sua opinião sobre um assunto/produto/serviço. Não é falar mal, mas se eu não gostar do produto/serviço/assunto, vou escrever isso e justificar, pois a empresa me pagou para eu ajudá-la a melhorar. É para isso que empresas inteligentes que vão contratar os serviços do NO tem em mente. Querem a nossa opinião e ajuda para melhorar!
E uma empresa que não confia no próprio produto, que não tem uma marca bem construída e tem “medo” de ouvir umas verdades - construtivas, voltadas para melhorar e ajudá-la a atender os desejos e necessidades de seus consumidores - que nunca ouviria em uma pesquisa, devem continuar gastando os tubos nas páginas da Veja.

E a jornalista (que aderiu a este projeto de cara - é o máximo reunir muitas vozes em torno do mesmo assunto) do outro lado: mas matéria é o que vai no meio dos anúncios! No meio! Ao longo da vida tive embates sérios com departamentos comerciais “corruptos” (do meu ponto de vista) que “pediam” que escrevesse sobre um determinado produto para ganhar um anúncio - do qual, obviamente, eu não via um centavinho a mais no fim do mês. Também vivi situações típicas de redações gigantes, onde o dono simplesmente mandava escrever sobre a peça/empresa/livro/serviço do amigo.

Quando o assunto é blog, sou menos xiita. Acho que vale, sim, ganhar para dar sua opinião. E minha opinião sobre ganhar para falar é clara: o leitor tem que ser avisado. No título, no começo e no final. Por que toda esta ênfase? Por questão de clareza - e influência do jornalismo. A gente aprende nas redações que credibilidade é resultado de trabalho, apuração e muita conversa. E a transparência sempre ajuda a criar credibilidade.

Você me viu falando aqui do Café com Blogs? Sim, para avisar que iria lá. Além disso, nem uma linha. O evento, para o qual prestei consultoria junto com o Manoel Netto, será detalhado lá no blog respectivo.
O Manifesto Cluetrain é meu guia e nada me faltará: O mercado em rede sabe mais que as empresas sobre seus próprios produtos. E tanto sendo a notícia boa ou ruim, eles dizem para todo mundo.

Logo NOAs empresas “cheiram” a mudança, como nós sabemos que “vai cair chuva” (tá, alguns sabem…). E vamos falar de qualquer jeito. Então, ok que a empresa pague um dinheiro para que escrevamos? Claro! Inclusive este é um dos meus trabalhos atuais: avaliar serviços e apontar saídas. Só que faço isso em particular, sem ninguém ver. E, confesso, dá uma certa vergonha expor aos meus leitores estas opiniões. Afinal, eu sei, meu blog está absolutamente fora da curva. Mais da metade do povo chega aqui através de referências ou de link direto - e não do oráculo.

Ainda me sinto dividida sobre o assunto “post patrocinado”. Acho válido, interessante e fico grata que algumas empresas tenham interesse em investir nisso. Revela que a internet está fazendo o que deve fazer, inclusive no Brasil: ligar pontos, permitir expressão. E vou participar de posts para o Nossa Opinião. Da mesma forma que um dia logo vou instalar HotWords, Boo-Box, Livraria Cultura e AdSense para ganhar uns trocados.

[Link]


Ricardo Cabianca - Ca'bianca

Artigo Patrocinado - Informações estratégicas para as empresas.

O tema deste texto já foi muito debatido nos blogs brasileiros, mas mesmo assim ainda tem muito para se discutir sobre as postagens patrocinadas no blogs, pois alguns são contra, outros a favor.

Na qualidade de profissional de comunicação, tenho uma opinião bem definida sobre o assunto. Não vejo problema algum, pelo contrário.

Na verdade, não sei de onde surgiu a idéia de que os leitores de blogs não gostam dos anúncios publicados, dos links para produto, serviços e empresas e muito menos de posts que são patrocinados.

Na minha opinião, o post pode e deve ser patrocinado, e como já li em algum blog que não me lembro, o que não deve ser “patrocinado” é a opinião do editor.

É uma forma pioneira e inovadora das empresas colherem impressões interessantes sobre qualquer assunto ligado a sua marca ou não, entender como os diversos públicos percebem e entendem sua comunicação e ainda ter um termômetro diferente das pesquisas realizadas tradicionalmente.

Ou seja, ao contratar um editor de blog para escrever sobre determinado assunto, a empresa deve esperar uma crítica construtiva, e não apenas ler “coisas positivas” sobre sua marca. E do outro lado, o editor do blog deve levar em consideração seu bem mais precioso: a credibilidade construída junto aos seus leitores.

E ainda, a posição do blogueiro deve ser mesmo de ajudar a empresa a melhorar seu produto, serviço e o relacionamento da marca com seu público-alvo. O objetivo é fazer com que a relação entre todos os envolvidos, as empresas, suas agências de comunicação, o blogueiro e principalmente os leitores seja mais transparente.

O posicionamento de cada um.

Empresa: é claro que deve ter um bom controle sobre seu posicionamento, a qualidade de seus produtos e serviços e excelentes canais de relacionamento. E não tenho dúvida de que as empresas que usarem com inteligência a estratégia de colher as opiniões reais e construtivas dos blogs e seus leitores, terá em mãos informações estratégicas muito valiosas

Agências de comunicação: os profissionais das agências precisam estudar mais as possibilidades de uso dos blogs como canais de comunicação e relacionamento. E a melhor forma é conhecendo este canal de perto.

Editores dos Blogs: somos pessoas normais, comuns, profissionais, pais, mães, filhos, estudantes, etc…ou seja, consumidores de produtos e serviços. A diferença é que ao invés de comentar bem ou mal sobre determinada marca com nossos vizinhos no elevador, podemos “falar” para milhares de pessoas em um clique. Neste caso, aumenta a responsabilidade. E por isso, em se tratando do Post Patrocinado, o foco deve ser: ajude a empresa a melhorar seu produto ou serviço com uma opinião construtiva.

Leitores: o blog que lê periodicamente é escrito por uma pessoa como você, só que com conhecimento determinado sobre um tema. Se o editor do blog conseguiu construir a credibilidade dele, porque não ler a sua opinião sobre alguma marca, produto ou serviço? Isso pode e deve inclusive ajudar você a formar a sua opinião, ainda mais se participar com seus comentários e ajudando outras pessoas a tomar suas decisões. Afinal, a internet é efetivamente colaborativa.

E esta é a proposta do Nossa Opinião, a proveitar a diversidade de perfis dos blogueiros participantes, seus conhecimentos e bom senso, para ajudar as empresas a melhorar seus produtos ou serviços, bem como divulgar eventos, lançamentos, etc, através da opinião sincera de cada um dos blogueiros participantes.

Particularmente vislumbro o uso dos blogs e de posts patrocinados como uma nova forma de se construir as marcas e obter informações valiosas e estratégicas. Basta saber usá-las.

______________________________________________________________

O Ca’bianca está concorrendo no Best Blog Brasil, na categoria Melhor Blog de Publicidade.

Dê uma passada no site do prêmio para conhecê-lo e depois de se cadastrar, vote!

Independente de qual blog escolher, nas diversas categorias existentes, seu voto como leitor será muito importante para o fortalecimento da blogosfera brasileira. Participe!

Clique nos ícones abaixo e distribua esta informação !

Envie o link por email ou publique no Twitter

These icons link to social bookmarking sites where readers can share and discover new web pages. E-mail this story to a friend! TwitThis Google del.icio.us Rec6 Live Technorati bodytext Facebook Reddit YahooMyWeb NewsVine [Link]


Manoel Netto - Tecnocracia

O texto é patrocinado, a opinião não deve ser

Sempre que questionado sobre esse assunto, fico elocubrando várias coisas em torno do tema. Coisas que variam de “que pessoal mais chato” até “de certa forma, concordo contigo”. Quando um blog escreve um texto e avisa que ele está ali porque foi pago, desperta sempre a ira de alguns e o apoio de outros.

Eu já levantei a bola sobre a “bolha AdSense” - que alguns entenderam (equivocadamente) como uma afirmação de que o programa de afiliados iria acabar - e sobre outras questões acerca da rentabilização dos blogs. Ultimamente tenho me envolvido em alguns caminhos, tentando abrir portas para blogs em empresas e vice-versa e isso me tem feito pensar nas possibilidades existente. Uma delas - e talvez a mais óbvia e honesta - é a questão dos artigos / resenhas patrocinadas.

Acontece muito, desde que a opinião das pessoas passou a contar na produção industrial. Uma empresa contata uma pessoa - ou um grupo delas - para que avalie o seu produto / serviço e o diga se gosta, quais são os defeitos, quais as vantagens, facilidades de uso, etc. Essa pessoa poderia ser um profissional consultor da área ou simplesmente um possível consumidor do produto. Isso não vinha à público e era feito antes do lançamento do produto. Desde que surgiu a imprensa e a publicidade, existem resenhas pagas em revistas, jornais e TV, feitas por um jornalista ou simplesmente replicadas por ele. Algumas vezes existem laboratórios, testes do produto e o jornalista escreve os resultados com pontos positivos e negativos, mas na maioria das vezes é apenas “jabá”. Paga-se para falar do seu produto - e bem.

Como os blogs não estão subordinados a nenhuma linha editorial, nenhuma instituição e são em sua maioria feitos por apenas uma pessoa - seja em seu tempo livre ou levado à sério como um negócio, o compromisso de ter que falar bem vem abaixo. Blogueiros normalmente são geeks e adoram testar coisas novas. O fariam de graça a depender do produto ou da “exclusividade” do teste (egos, sim, claro). Imagina então se alguém lhe paga para testar um serviço qualquer, dizer o que acha daquilo sem compromisso de elogiar e ainda render um material para publicar no blog? Fechou!

O que muitos levantam é uma questão relevante sobre o assunto no que diz respeito à credibilidade dessa opinião, uma vez que ela foi paga. Oras, o teste da marca foi pago, emitir sua opinião foi pago, mas não o teor da mesma. Se é pra fazer jabá, que se crie um banner ou uma campanha, faça-se uma promoção no site. Se os nossos leitores visitam esse espaço em busca de opinião, vendê-la seria um tiro no pé - ou na cabeça mesmo.

E dá pra falar mal de quem te paga? Depende. Se você tem um blog e aceita uma resenha paga só para falar mal da marca, eu consideraria uma reflexão. No meu caso - vou salientar, estou falando de mim - se já conheço um produto e não gosto, não toparia fazer a resenha, não aceitaria a grana e pronto. Se eu não conheço o produto e, após os devidos testes, não encontrar nenhum ponto positivo nele, não publico o material. Aceito o pagamento pelos testes, envio o meu texto para o cliente como produto de minha consultoria e questiono se mesmo assim ele quer que eu publique no blog. Obviamente é minha opinião e eu não mudo uma palavra do que estiver escrito, mas se ele é do tipo “falem mal, mas falem de mim”, tudo bem.

Mesmo em um texto em que você não discorde totalmente, há sempre pontos negativos em qualquer produto, afinal, não existe produto, marca ou empresa perfeita. Mas existem diversas formas de dizer que algo não presta (no seu ponto de vista):

“Infelizmente a porcaria do Treo 680 não tem wi-fi. Que m* de smartphone é esse?” “Como era de se esperar da Palm, o Treo 680 não tem wi-fi. Que pena, não seria minha opção de smartphone.” “Nada é perfeito. O Treo 680 não tem wi-fi, mas quem precisa disso?” “E para completar o típico produto Palm, o Treo 680 não tem wi-fi. Ótimo! Eu não queria mesmo…”

Alguns mais que outros vão refletir a sua opinião - ou a de quem você está lendo. E tem mais: não tente ser imparcial. Seu papel é emitir sua opinião, portanto, parcialidade já está incluída no pacote. Se você gostar, diga que gostou. Se não gostar, diga.

Ah! E, por favor, nunca deixe de avisar ao seu leitor, de forma bem clara, que aquele é um artigo patrocinado, resenha paga, seja lá o nome que quiser dar - de preferência no título ou no primeiro parágrafo. Ele merece ter o direito de optar por não ler, se assim o quiser.


Esse texto foi concebido para o Nossa Opinião, um projeto de blogagem coletiva e descentralizada. Leia as outras opiniões sobre esse assunto.

Compare preços de: DVD, MP3, LCD, Plasma, HDTV, Home Theater no Buscapé.

Nenhuma tag definida para esse texto. Textos Relacionados Nenhum texto relacionado. [Link]


Conrado Navarro - Dinheirama

O artigo patrocinado, a hipocrisia e a Blogosfera!

Todos sabemos que um blog é uma ferramenta de socialização de conhecimento e informação, um excelente canal de comunicação e relacionamento e também um espaço onde se pode (e deve) expressar opinião. Com este pensamento, um grupo de blogueiros se reuniu para efetivamente colocar em prática a construção de conhecimento de qualidade, criando o Nossa Opinião, um aglomerado decente de artigos e pensamentos sobre os mais variados temas, atualizados e discutidos a cada quinze dias.

Assim, caros leitores, permitam-me também um momento de reflexão e polêmica. Convidado a participar do grupo de debatedores, confesso estrear com certo receio, afinal de contas o assunto, artigos patrocinados e a publicidade em blogs, evoca diferentes reações em cada um de vocês (e em mim). Parte deste artigo justifica-se pelo fato do Dinheirama ter, recentemente, publicado um artigo patrocinado por uma grande agência publicitária. Espero que acompanhe todo o desenrolar do tema e perdoe-me por fugir, ainda que brevemente, da principal razão de existir deste espaço: o seu dinheiro [bb].

O asco pela hipocrisia
Não há nada pior que a institucionalização de maus hábitos e atitudes. Exemplos negativos e diferenças culturais criam abismos morais cruéis e surreais diante da realidade vivida por cada um de nós. Exagero? Provocados a reagir diante das catástrofes sociais e econômicas do país e do mundo, comumente nos escondemos atrás da cortina da hipocrisia e da falta de vergonha (ou será de atitude [bb]?). Quanto podemos exigir de nossos cidadãos, se pouco fazemos para mudar sua razão de ser e existir? Será que fazer só a sua parte é suficiente?

Admito, não sei debater sem contextualizar e polemizar. O desabafo, diante do dia-a-dia cada vez mais autômato das pessoas, tem razão de ser. Discute-se ardorosamente o surgimento dos blogs na atual sociedade, seu real papel frente aos seus leitores e diversas fontes de informaçao, mas não vê-se o mesmo empenho em diagnosticar seus reais resultados, sua abrangência em termos qualitativos. A subjetividade do alcance, aliada ao parco profissionalismo da Blogosfera nacional contribuem para o tímido papel deste novo catalisador de conhecimento. Não obstante, muitos preferem abster-se diante do pérfido caminho.

O cuidado com o moralismo cibernético
A hipocrisia online é igualmente perigosa. Leitores e blogueiros, no afã pelo (único) minuto de fama, decidem proliferar mensagens e opiniões moralistas e de cunho ideológico, enquanto suas atitudes para com o próximo e seu trabalho são pautadas pelo aspecto prático e, por isso, mais coerentes. Julgam pois, através de movimentos hipócritas, as iniciativas sérias como sendo meras brincadeiras e satirizam as tentativas honestas de sustento de seus criadores.

Por trás da tela do computador [bb], fala-se muito e muitas teorias são facilmente criadas. Quando não há compromisso para com o resultado, fica fácil verbalizar saídas mirabolantes e “práticas eficientes” para os problemas da sociedade. A publicidade não existe há pouco tempo, assim como sua grande relevância e eficiência são mais do que aceitas e comprovadas. Um blog, um anúncio ou artigo patrocinado não existem sem um fiel universo de leitores. Você, portanto, é a chave de todo o processo.

Mas você entende de publicidade?
Por que alguma empresa decide anunciar neste blog e não em outro lugar? Quem toma esta decisão? Sob que aspectos e métricas, uma resolução deste tipo deve ser levada adiante? Como um blog pode trazer retorno ao seu anunciante e em que formatos este player deve mostrar seu produto, serviço ou iniciativa? São perguntas comuns nas agências de hoje, mas que raramente populam as cabeças dos muitos leitores de espaços como o Dinheirama. O modelo só será interessante para eles, se for para você. Sendo assim, será também para mim, blogueiro.

Acostuma-se fácil com o que é bom, rápido e, principalmente, sem efeitos colaterais. Lembro-me dos primeiros dias de Dinheirama, quando alguns colegas diziam: “O blog vai crescer rápido porque você fala de um assunto que é importante para todo mundo, dinheiro”. Sem dúvida, mas “só até a chegada do primeiro artigo patrocinado”, como alguns leitores fizeram questão de me alertar. Manter um espaço como este dá muito trabalho. Mas não há recompensa melhor que a oportunidade de poder escrever um artigo como este e vê-lo ainda lendo-o de olho grudado à tela.

A coisa fica insustentável, sob o ponto de vista prático, se pensarmos que a maioria dos leitores acharia bacana e concordaria prontamente com a veiculação de um artigo patrocinado sobre uma iniciativa de inclusão social, especialmente se ele fosse bancado por uma ONG. Normalmente não é uma ONG, não é um programa assistencialista, mas sim uma empresa com fins lucrativos que procura este tipo de serviço. Recusar o capitalismo, sem causa aparente, e focar apenas nas iniciativas puramente beneficentes não soa hipócrita?

Portanto, você há de concordar que é muito bacana saber que você gosta do que ofereço por aqui, mas que só isso não é suficiente para que o blog tenha futuro e possa melhorar. Pense bem, sua resposta pode ser minha sentença, embora eu ainda possa recorrer e tentar surpreendê-lo. Você confiaria menos em um Dinheirama respaldado em um modelo completamente sustentável?

Sustentabilidade, o enorme desafio!
Não pretendo, no meu limitado saber sobre marketing [bb], ações dirigidas e publicidade, propor regras e(ou) diretrizes para o anúncio em blogs ou comunidades similares. Embora não pareça, a discussão aqui é mais profunda. Senti-me deveras decepcionado com a reação exagerada de alguns leitores diante de meu artigo patrocinado, ainda que, de forma honesta e explícita, o aviso correspondente constasse do texto.

Que mal há em tentar viabilizar um modelo sustentável de negócio, perguntei-me diversas vezes. Um artigo patrocinado não define um modelo único e ainda inexistente nos veículos tradicionais de comunicação, mas sim o desdobramento diante do meio eletrônico e, principalmente, dos blogs. É óbvio, sou humano, sou um leitor como você e procurei entender o seu sentimento. “O Navarro colocou à venda sua opinião?” Claro que não. Um grande amigo, Alessandro Martins, definiu bem a confusão: “o artigo é pago, a opinião não”.

Um post pago, no jargão preferido por alguns, significa a opinião sincera de um editor diante de uma iniciativa. Ora, concordar com a atitude de uma empresa não tem nada a ver com minha postura como cidadão ou consultor financeiro [bb]. E, reparem, o foco do noticiário remunerado existente por aqui não fere nenhuma lei da boa convivência ou aspecto moral, é apenas um retrato de um mercado em movimento e que pede por sua atenção.

Receber para escrever significa compromisso com apenas o lado positivo da discussão? Alguém pensou em credibilidade?
Você confia nas opiniões refletidas no Dinheirama? Faz uso delas como fonte balisadora de suas decisões ou as toma como certas e apenas as executa sem deliberar sobre suas consequências? A credibilidade se constrói com um aliança entre o que sabemos ensinar e o quanto estamos dispostos a aprender. Eu não sei mais que você porque construi o Dinheirama. Quem construiu o Dinheirama foi você e a credibilidade deste blog só existe enquanto as opiniões aqui colocadas forem sinceras, honestas e pautadas no bom senso. Falando bem ou falando mal, estes são os princípios não negociáveis de nossa opinião.

Aliás, sempre coloco em cheque minhas opiniões, meus pensamentos e aquilo que julgo importante. Mas é só. Ficam sempre de fora da discussão o aspecto moral, as convicções e os sentimentos, pontos únicos e condicionantes do que sou, de minha forma de agir e de minhas reações. Respeito, credibilidade e legitimidade são, portanto, uma consequência. Ninguém, nem a agência que nos contrata, é isento o suficiente para atestar credibilidade. Você, leitor amigo e fiel, é quem define o grau de importância deste espaço e suas consequências diante das possíveis oportunidades [bb]. A credibilidade, assim como o sucesso, é algo relativo e subjetivo.

Leia, ignore se não for de seu interesse ou acesse se achar interessante.
De novo, a hipocrisia. Muito dos produtos que você tem em casa e consome, o faz porque o conheceu através de propaganda, mídia interativa ou marketing direto. No entanto, condicionado pelos anos diante destas massivas campanhas, não reclama, não questiona. O surgimento dos banners também passou por este receio demonstrado diante das resenhas pagas e, no entanto, sobrevive. Se funciona, é outra história. Por hora, que tal deixarmos de lado a confortável posição de críticos do novo? Que tal participar do debate de forma mais produtiva, criando alternativas viáveis para a solução da questão?

De repente o artigo patrocinado é um tiro no pé, uma iniciativa furada. De repente não é.
Como sabe, gosto muito de escrever. Mais ainda de discutir e aprender. Assim, confesso estar motivado a seguir por mais diversas linhas, mas o bom senso e a sua paciência me impedem. Portanto, sendo objetivo, acredito que haja uma saída. Será que estamos, todos os que chegaram até aqui, dispostos a doar R$ 5 ou R$ 10, todo mês, para manter um espaço como este que lhes apresento? Quanto de seu tempo você doa aos outros e para os outros? Sem nenhuma vergonha levanto a questão, porque sem ela não saberia debater a necessidade de dinheiro como ferramenta de negócios. Afinal, você só paga por um serviço ou produto que lhe agrega valor.

A opção de contribuição está viva diante do formulário de contato e da página de créditos. Não reparou? Infelizmente, ela tem servido mais de ferramenta social que de incentivo financeiro. Que hipocrisia de minha parte dizer que não há problema e que ainda assim fico satisfeito e motivado a seguir firme em frente. Que hipocrisia de sua parte dizer que não tem R$ 5 para nos ajudar. Será que falta esforço de nossa parte para que haja geração de valor nos artigos que publicamos por aqui? Será que a sensação de valor banalizou-se tanto, que mal consigo enxergá-lo? Repare como ainda precisamos crescer e quanto ainda se pode fazer por aquilo que prezamos e que nos traz alegria e conhecimento.

Certamente, não estou fazendo o suficiente. Este espaço pode e vai melhorar. Prometo aprender mais, ajudar mais. Peço de todos o mesmo empenho e comprometimento em criar alternativas inteligentes (e simples) para que iniciativas como essa não morram apenas por falta de consideração e hipocrisia. A questão do artigo pago é apenas a fagulha. Torço para que a discussão o leve através de uma extensa reflexão sobre o papel dos blogs diante da sociedade. Eu, ciente da necessidade de melhorar e satisfeito por ter mantido minha postura e transparência, fico por aqui. Um abraço.

[Link]


Rafael Ziggy - Sim, Viral

BzzAgent e IV Congresso Brasileiro de Publicidade - Ganhando por resultados

Se houvesse alguma definição cabível para o que a BzzAgent está propondo, ela seria digna de uma palavra de baixo calão representando o orgão reprodutor masculino, seguido pela palavra “Marketing”.

A agência especializada em buzz lançou uma competição onde promete, através de puro buzz, desbancar com resultados qualquer campanha de agências concorrentes. O anunciante escolhe o objetivo e dá a largada para a disputa, no melhor estilo Corrida Maluca. Mesmo com algumas regrinhas nas letras miúdas, a disputa ainda melhora: se a proposta da agência não superar em 20% a do oponente, ela devolve até a última gota da verba investida. Uma bela maneira de vender sua eficiência, sem medo de ser feliz.

Essa tacada tem uma tênue, mas importante, ligação com a discussão que aconteceu ontem, no IV Congresso Brasileiro de Publicidade, mais especificamente no Painel de Comunicação Integrada. Destaco da tese apresentada pela mesa a seguinte recomendação:

(…) 3) que, sem abdicar dos critérios de remuneração já existentes, como o CENP por exemplo, mas considerando que este novo modelo de Comunicação deve estimular a integração entre processos/serviços/empresas, é fundamental adotar um modelo de remuneração, para os projetos de Comunicação Integrada, baseado em resultados. Estes resultados deverão ser avaliados com regras específicas para cada caso, pré-definidas pelas partes. (…) Leia mais sobre aqui.

Enquanto lá fora vemos exemplos onde os resultados são realmente diferenciais que posteriormente tornam-se produtos de qualidade para as agências, aqui estamos discutindo e caminhando formalmente para formas de remuneração, na minha opinião, cada vez mais justas. “Comunicação de Resultado” deixará de ser apenas um slogan “vendedor” no cartão de visitas.

Dica do @caribe.

[Link]


Rafael Reinehr - Soluços e Soluções

Posts Patrocinados e Imparcialidade: Possibilidade ou Ilusão

Nossa Opinião Imagine um programa de televisão que apresenta os últimos lançamentos da indústria automobilística nacional e internacional.Imagine que este programa possui um apresentador que, além do salário da emissora para o qual trabalha, recebe também uma comissão da montadora do novo carro que está sendo lançado para divulgar seu produto com destaque em seu programa. Imagine uma reportagem feita por este apresentador acerca do novo carro da montadora em questão, após um test-drive cuidadoso do veículo.
Qual é a maior probabilidade, das alternativas abaixo:

1. O apresentador irá ser completamente imparcial e irá, além dos pontos positivos, enumerar e ressaltar TODOS os aspectos negativos do carro testado

2. O apresentador irá enaltecer fortemente os pontos positivos do veículo e tratará de apresentar um ou outro ponto negativo, mas de forma com que estes não pareçam ser tão negativos

3. O apresentador, no caso de ser um carro muito ruim, deixará isso claro para os telespectadores, mesmo desagradando o cliente que está patrocinando aquela seção de seu programa.

Tais situações configuram o que podemos chamar de "conflito de interesses", já que o interesse primário (informar adequadamente ao telespectador acerca do real desempenho do automóvel) é influenciado por um interesse secundário ( o ganho financeiro advindo do patrocínio da montadora do veículo).

Como resolver este dilema ético? Existe forma de testar a idoneidade e a fibra de um articulista, de um resenhista, de um crítico? É possível que um leitor, ouvinte ou espectador consiga indefectivelmente confiar no argumento apresentado por um interlocutor que esteja padecendo de conflito de interesses? (leia mais…)

[Link]


Gilberto Jr. - Prática

Qual é a melhor alternativa para monetizar o bom conteúdo?

Não é novidade pra ninguém que é possível viver de um blog. Mas acontece que a maioria dos blogs que realmente ganham dinheiro, o fazem através de programas de afiliados como o Google Adsense, Mercado Livre, Submarino, etc.

Aí começa o problema, se um blogueiro quer ganhar dinheiro desta maneira, deve saber que o tipo de leitor que mais clica neste tipo de anúncio são aqueles que vêm ao seu blog por acaso, procurando algo no google. São os paraquedistas. Aos poucos o blogueiro vai aprendendo que, se quer ganhar dinheiro de verdade, precisa escrever coisas que serão muito buscadas no google. Esses assuntos são os hypes.

Mas há blogueiros que não querem entrar nesse jogo. Que são donos do seu próprio meio de produção de conteúdo (seu blog), não se interessam em entrar nos meios da grande mídia tradicional e conservadora, querem se manter independentes, fazem um trabalho realmente de qualidade, focado no bom leitor, no leitor fiel que assina seu conteúdo por RSS. Pra estes, o jogo hype-google-paraquedista-adsense não funciona.

Como é que este tipo de blogueiro pode viver do seu trabalho?

Marx disse que “O escritor deve naturalmente ganhar dinheiro para poder viver e escrever, mas não deve em nenhum caso viver e escrever para ganhar dinheiro”. Quem pensa deste modo não consegue se adaptar ao modo de monetização dependente dos paraquetistas. Vejo duas alternativas interessantes.

Fomento do estado aos blogueiros.

Um é o proposto por Antonio Martins para o Le Monde Diplomatique. “Seria possível, por exemplo, multiplicar o número de produtores de conteúdo oferecendo bolsas àqueles cuja ação é reconhecida por suas comunidades – territoriais ou virtuais – como promotora de formação e informação. Isso incluiria blogueiros, produtores de vídeos, músicos que produzem de forma compartilhada, fotógrafos. Os beneficiados pela bolsa teriam como responsabilidade aprender continuamente novas técnicas, e transmiti-las na comunidade”.

Poderíamos dizer que o Estado não tem obrigação de dar dinheiro para os produtores independentes de conteúdo. Poderíamos também dizer que ele não tem dinheiro para isso. Não seria verdade. A verdade é que o Estado Brasileiro já gasta centenas de milhões de reais com os oligopólios da mídia tradicional em forma de veiculação de propaganda estatal e empréstimos subsidiados. Não seria uma revolução, seria apenas natural que o governo investisse nos pequenos produtores de conteúdo de qualidade.

Postagens pagas

Outro modelo seria o de aproveitar a experiência do blogueiro, seu conhecimento na sua área, seu contato direto com seu público, para criar um canal de comunicação entre uma marca e seus clientes potenciais. Isso pode ser feito desde a maneira mais tradicional, o banner, até o patrocínio direto de um blog ou serviço (como é o caso do overmundo) ou a postagem paga.

É bom lembrar que postagem paga não é opinião paga. É uma empresa pagando por um serviço: a divulgação do seu produto ou serviço, um formador-de-opinião-longtail falando da sua marca, o diálogo direto com o cliente, entre outros benefícios. Mais do que isso, é marketing relevante, já que a postagem será lida por pessoas realmente interessadas por aquele assunto - pois o blogueiro de tecnologia não vai fazer uma postagem paga sobre um produto que não tem nada a ver com sua área.

Enfim, além recomendar que leiam também os textos dos amigos do Nossa Opinião sobre este assunto, quero também saber a opinião de vocês sobre a melhor alternativa para monetizar o conteúdo de qualidade, e o que pensam sobre postagens pagas.

[Link]


Marcus Oliveira

Artigos (Posts) patrocinados, qual sua opinião?

Nossa OpiniãoEstou participando do projeto Nossa Opinião, em que um grupo de blogueiros fala a respeito de um mesmo tema, no mesmo dia. O tema da quinzena é sobre Artigos (Posts) Patrocinados.

Um post patrocinado é quando uma empresa paga a um blogueiro (ou colunista de algum site) para que ele fale do produto ou campanha dele. Nós que compomos o Nossa Opinião começamos a algum tempo debater essa idéia, se seria conveniente realizar a prática de fazer artigos patrocinados. A discussão foi longa e o ponto mais levantado foi se isso abalaria a credibilidade de cada um, pois falar que está recebendo para falar de algum produto pode levar a conclusões precipitadas por parte de algumas pessoas. Gostei muito de ver que a principal preocupação foi essa, que o pessoal que está participando tem como foco continuar passando aos seus leitores sua opinião sincera sobre as coisas e não quer perder a confiança de seu público, que com tanto esmero conquistou. Essa é uma preocupação fundamental.

A nossa proposta é diferente. Queremos sim fazer posts patrocinados, porém focados nos aspectos positivos e nos aspectos que a empresa pode melhorar. É uma proposta nova e ousada, tanto para quem anuncia e para quem escreve. Você pode pensar que uma empresa não vai pagar para que eventualmente falem de aspectos negativos de seu produto, porém, empresas inteligentes vão sim fazer isso. A forma de se fazer midia vem mudando depois que os blogs consolidaram seu espaço enquanto formadores de opinião. Hoje, muitas pessoas buscam a opinião de seus blogueiros favoritos antes comprar um produto ou contratar algum serviço e as empresas estão ficando cientes disso.

Quanto a mim, já deixei bem claro ao grupo que vou seguir minha consciência ao fazer um artigo pago. Falar dos aspectos positivos e negativos do produto. Se o produto em questão for algo que vai frontalmente contra o que acredito, não farei o post, mas acho dificil aparecer uma proposta assim. Enfim, quero deixar claro aos leitores deste blog que post pago aqui não será igual consciência comprada (ou vendida). Vamos ver no que vai dar :)

Na verdade, já li alguns posts patrocinados, e o blogueiro havia deixado claro isso no corpo do artigo. É o que vamos fazer sempre, temos até um selinho para isso. Eu acho isso fundamental, saber que o artigo foi patrocinado, acho bem mais honesto do que maquiar.

E qual a opinião de vocês sobre isso?

Artigos Semelhantes Links selecionados entre 29/12/2007 e 18/1/2008 Dia Internacional contra a Corrupção - 9 de dezembro Um ano em uma ilha deserta [Link]